
O 3.º Construir Pontes está quase aí!
📅 10 de outubro


Após mais um intervalo de dois anos, o Construir Pontes regressa para a sua terceira edição, a decorrer no dia 10 de outubro!
E, pela terceira vez consecutiva, a ATAV junta-se à NOVA FCSH e ao CETAPS, na produção deste evento dedicado à tradução de audiovisuais em todas as suas facetas.
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🏢 Local
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (NOVA FCSH)
Avenida de Berna 26C, 1069-061 Lisboa – Sala a confirmar
Informações sobre o campus (como chegar, onde ficam as salas, etc): ver aqui
💻 Formato
Presencial
Nota: algumas sessões poderão ser gravadas e partilhadas posteriormente com as pessoas inscritas.
🍽️ Alimentação
Haverá comida durante as pausas da manhã e da tarde.
O almoço ficará por conta de cada participante
(deixaremos algumas sugestões).
No edifício existem máquinas de café e de venda automática com diversas opções.
🪙 Preço
Gratuito
(inscrição obrigatória)
Programa
Sessão de Abertura: Practical ways to fight AI in translation
Jean-François Cornu
Presentation description:
Jean-François Cornu will present the French “En chair et en os” collective against the use of AI in all forms of translation, which he cofounded in 2023. He will talk about how this collective came about, its main actions so far, and its aims for the near future.
Nota: sessão em inglês.
Speaker’s biography:

Jean-François Cornu is an English-into-French translator, working in subtitling, screenplay translation, and the translation of film and art books. He published a book on the history of subtitling and dubbing in France, Le doublage et le sous-titrage : histoire et esthétique (2014), and co-wrote and co-edited The Translation of Films 1900-1950 with Carol O’Sullivan. He is an active member of the French associations of audiovisual and literary translators (ATAA and ATLF), and cofounded the “En chair et en os” collective against the use of AI in all forms of translation in 2023.
MESA REDONDA – O impacto da IA generativa na tradução de audiovisuais
Jean-François Cornu, Susana Bénard e Luísa Coheur | Moderadora: Hanna Pięta
Descrição da sessão:
O advento e a disseminação da inteligência artificial generativa estão a ter um impacto inegável no mundo do trabalho, e a área da tradução de audiovisuais (da tradução em geral, na verdade), talvez seja das que mais estão a senti-lo. Quais são os desafios que a IA generativa traz à tradução? Quais são as vantagens e desvantagens da sua implementação nesta área? Será que existe, ou pode existir, uma “utilização ética” da IA generativa no setor da tradução? Nesta mesa redonda, os oradores vão tentar responder a estas e a outras perguntas sobre este “elefante na sala”.
Biografias dos oradores:

Susana Bénard iniciou a carreira como tradutora independente em 1995 e, apenas um ano depois, foi convidada a integrar a equipa de tradutores de informação na SIC, função que mantém até aos dias de hoje. Com uma educação bilingue e formada em Direito, ela é uma tradutora com experiência na área audiovisual há mais de 30 anos, assumiu há dez o departamento de gestão de projetos da sua própria empresa de tradução, a Spell Translation Solutions, Lda. – uma empresa sui generis formada por 11 sócios, todos eles tradutores – onde exerce também as funções de tradutora e revisora.

Luísa Coheur nasceu em Lisboa, adora ensinar e é uma apaixonada por boas histórias. É licenciada em Matemática Aplicada e Computação pelo Instituto Superior Técnico (IST) e doutorada pelo IST e pela Université Blaise-Pascal na área de Processamento da Linguagem Natural. Realizou ainda a pós-graduação “Pedagogia do Ensino Superior” pelo Instituto de Educação (ULisboa). Foi reconhecida mais de 25 vezes como Professora Excelente no IST, em 2023 foi galardoada com o Prémio Excelência no Ensino (CP-IST) e ganhou o “Prémio de Inovação Pedagógica 2025” da ULisboa. Ganhou também o “best INESC-ID Researcher award”, em 2025. Quando tem tempo escreve. Tem três livros e dois contos (não científicos) publicados.

Jean-François Cornu is an English-into-French translator, working in subtitling, screenplay translation, and the translation of film and art books. He published a book on the history of subtitling and dubbing in France, Le doublage et le sous-titrage : histoire et esthétique (2014), and co-wrote and co-edited The Translation of Films 1900-1950 with Carol O’Sullivan. He is an active member of the French associations of audiovisual and literary translators (ATAA and ATLF), and cofounded the “En chair et en os” collective against the use of AI in all forms of translation in 2023.
Hanna Pięta é professora auxiliar na Universidade NOVA de Lisboa (FCSH), co-coordenadora do grupo de investigação Translationality no CETAPS, e editora associada da revista The Translator (Taylor & Francis). A sua investigação centra-se actualmente na tradução audiovisual pivô, na formação de tradutores e na literacia em tradução por IA (AI Translation Literacy).
Nota: sessão em inglês.

Acessibilidade e Tabu(s): corpus, agentes e normas na audiodescrição em Portugal
Catarina Xavier
Descrição da sessão:
A acessibilidade nos media tem sido uma área de interesse crescente no âmbito da Tradução Audiovisual (TAV), refletindo as diretivas internacionais para sociedades mais inclusivas, e, desta forma, evidenciando não só os utilizadores com deficiência, mas também o impacto social desta área de investigação. Há, contudo, uma área específica que tem tido pouca visibilidade no âmbito dos estudos de acessibilidade nos media: a acessibilidade do tabu. As suas caraterísticas comunicativas, pragmáticas e semióticas levaram à inclusão sistemática de tabus (linguísticos e/ou visuais) em produtos audiovisuais, dando origem a diversos estudos sobre as suas funções ou sobre a sua tradução. No entanto, estes estudos têm-se centrado sobretudo nas modalidades dominantes da TAV (legendagem/dobragem), deixando por explorar outras áreas relevantes, especialmente para utilizadores com necessidades específicas. Neste enquadramento, esta apresentação propõe-se analisar a acessibilidade de tabu(s) na audiodescrição (AD) disponível em Portugal, através da triangulação de dois tipos de dados. Assim, por um lado, apresentar-se-ão os resultados de um estudo empírico utilizando a análise de um corpus multimodal para examinar o tratamento de tabus visuais na AD, e, por outro, os resultados de um inquérito de grande escala, transnacional, dirigido a audiodescritores. Este inquérito avaliou as suas opiniões sobre a acessibilidade do tabu, bem como a percepção dos respondentes sobre práticas habituais, as atitudes face a diferentes estratégias e a aceitação de indicações/guidelines relativas ao tabu. Espera-se que esta apresentação contribua para o esclarecimento de normas relativas à acessibilidade no que ao tabu diz respeito.
Biografia da oradora:

Catarina Xavier é Investigadora Júnior na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde também leciona História e Teoria da Tradução no 1º Ciclo e Tradução Audiovisual no Mestrado em Tradução. É igualmente investigadora do Grupo de Investigação em Estudos de Recepção e Tradução do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (desde 2007). É doutorada em Tradução Audiovisual (2019) e a sua investigação tem-se centrado na Tradução Audiovisual, nos Estudos de Tradução, na Tradução do Tabu, na Legendagem e em Normas de Tradução. Recentemente, os seus interesses de investigação têm vindo a focar-se no tabu num contexto de acessibilidade (LS e AD), com o projeto: How Accessible is Taboo? A multi-method comparative study of taboo accessibility in audio description and subtitling for the Deaf and hard of hearing (2022-).
Para além de publicar em revistas de editoras de renome (e.g., Target, Perspectives, Babel), tem também sido convidada a rever artigos sobre a interseção entre o tabu e a tradução ou a literatura. É membro da Associação Europeia de Estudos em Tradução Audiovisual (ESIST), da AIETI – Associação Ibérica de Estudos de Tradução e Interpretação, e faz parte da Comissão Académica da Associação Portuguesa de Tradutores Audiovisuais (ATAV).
“Menos é mais” na era da Tradução Audiovisual fácil
Cláudia Martins
Descrição da sessão:
A Tradução Audiovisual (TAV) despiu o manto da Cinderela (Díaz Cintas, 2004, 2009) há pouco mais de 2 décadas e alcançou a maioridade face aos Estudos de Tradução (ET) durante o novo milénio. Com base numa outra metáfora, a TAV merece já um “piso” dentro do edifício dos ET e neste a Media Accessibility (MA) ocupa um quarto separado, de acordo com Romero-Fresco (2018). Esta área emergente decorre das alterações paradigmáticas que Greco explicita (ex.: 2016, 2018): este autor defende a passagem de uma abordagem particularista, centrada no tradutor (“maker”) e na reação a um produto para uma perspetiva universalista – as modalidades de acessibilidade são para todos –, centrada no utilizador e na proatividade e cocriação. Em 2020, Greco e Jankowska sugerem uma nova classificação bipartida que estrutura a MA em modalidades centradas na tradução e não centradas na tradução, mas decorrentes do trabalho do tradutor, como por exemplo as introduções áudio em artes performativas. Contudo, estes autores não fazem referência à tradução para variedades linguísticas simplificadas (Maass & Schirra, 2020) que têm vindo a ser aplicadas à TAV. É neste contexto que se insere o projeto EASIT – Easy Access for Social Inclusion Training (2018-2021) que explorou a urgência em produzir modalidades de TAV em formatos fáceis, desde a legendagem interlinguística à interpretação. Nas palavras de Anna Matamala, “menos e mais simples é mais” e alcança mais público. Com esta apresentação, pretendo explorar as aplicações da linguagem fácil às modalidades de TAV, com exemplos retirados de projetos de investigação internacionais e nacionais.
Biografia da oradora:

Cláudia Martins é especialista em acessibilidade museológica, tendo sido responsável pelo projeto do Município de Bragança “Cultura para Todos Bragança” (Norte-07-4230-FSE-000056), assim como de outros projetos informais com museus do Distrito de Bragança. É doutorada em Tradução pela Universidade de Aveiro, com uma tese sobre o papel dos audioguias para as pessoas com deficiência visual. Concluiu o Diploma de Estudos Avançados em Tradução e Estudos Interculturais na Universitat Rovira i Virgili (Espanha), assim como o mestrado em Terminologia e Tradução e a licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, estes na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desde 2001, leciona Inglês como Língua Estrangeira, Linguística Inglesa, Terminologia e Tradução Audiovisual na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança. Os seus interesses académicos incluem o ensino de inglês como língua estrangeira, Linguística, Línguas Minoritárias (com foco no Mirandês), Fraseologia e Paremiologia, Terminologia, Tradução Audiovisual e Media Accessibility.
Legendagem para a divulgação científica: ousar é facilitar?
Cláudia Ferreira
Descrição da sessão:
A interdisciplinaridade é inerente à investigação em Tradução Audiovisual e os Estudos de Receção e de Acessibilidade vieram contribuir para o seu enriquecimento, com a sua perspetiva orientada para a perceção e compreensão do público. Neste contexto, reforçado ainda pela evolução tecnológica, são muitos os estudos já realizados que abrem portas para novos caminhos em TAV.
Esta proposta enquadra-se no conjunto dos questionamentos recentes sobre o papel da legendagem na compreensão de produtos audiovisuais, neste caso específico de divulgação científica. Analisando o impacto da legendagem no próprio conteúdo científico e na sua perceção e compreensão, pretende apresentar um estudo de caso baseado em instrumentos de investigação quantitativa e qualitativa, através de exemplos e incluindo sugestões de estratégias inovadoras.
Biografia da oradora:

Cláudia Ferreira Licenciada em Tradução pelo ISTI (Institut supérieur de traducteurs et interprètes), Bruxelas, mestre em Terminologia e Tradução pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e doutorada em Tradução e Terminologia pela Universidade de Aveiro.
É docente no Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro desde 1997, onde leciona disciplinas das áreas de Estudos Franceses e de Tradução (incluindo tecnologias da tradução e tradução audiovisual). É investigadora do Centro de Línguas, Literaturas e Culturas, UA, onde desenvolve atividade no grupo das Ciências da Linguagem, subgrupo de Tradução e Terminologia, especialmente na área da Tradução Audiovisual e Estudos de Receção. É membro da organização do Festival internacional de Cinema de Avanca desde 1999, assim como da Conferência Internacional AVANCA | CINEMA desde 2010.
A linha ténue entre erros e manipulação…
Katrin Pieper
Descrição da sessão:
As legendas interlinguísticas e intralinguísticas podem diferir do texto de origem (TO) por três motivos principais: o texto foi adaptado às restrições espaciais e temporais das legendas, o/a tradutor/a cometeu um erro ou o conteúdo foi alterado motivos ideológicos.
Os erros na legendagem ocorrem não só a nível técnico e linguístico, mas também em relação ao todo multimodal, nomeadamente a interligação entre a linguagem, a banda sonora do filme e as imagens no ecrã. Consequentemente, apenas uma abordagem que tem em conta as diversas “meaning-making resources” (Pérez González 2014: 126) é capaz de incorporar e classificar os muitos tipos de erro que podem surgir neste modo de tradução específico.
A manipulação descreve um desvio intencional do texto de partida (ST) a nível linguístico por razões ideológicas (Pieper 2024). Casos de manipulação nem sempre são fáceis de distinguir dos erros, especialmente na legendagem, onde a necessária redução do texto pode servir como “excuse for toning down or leaving out controversial or sensitive elements of the original dialogue” (Díaz Cintas 2012:284f).
Numa análise do produto de tradução, os motivos das decisões do tradutor são geralmente impossíveis de rastrear, pelo que uma diferenciação de erros e manipulação tem de se basear em observações no texto (nível micro), em instruções (nível macro), bem como no ambiente político, cultural e ideológico (nível meta).
Esta apresentação ignora deliberadamente os desvios habituais em relação ao texto de partida, decorrentes de restrições ou convenções específicas da legendagem, e concentra-se nas discrepâncias por outros motivos. O objetivo é identificar a linha ténue que separa o erro da manipulação, apresentando uma classificação dos tipos de erros e das técnicas de manipulação.
Biografia da oradora:

Katrin Pieper estudou Tradução na Universidade de Leipzig e especializou-se em Tradução Audiovisual. Após a sua graduação, trabalhou como legendadora de óperas, documentários e filmes, antes de continuar a sua carreira como gestora de projetos, na mesma área, nomeadamente de programas da MTV e outros canais de televisão. Desde 2011, vive em Portugal, onde trabalhou como legendadora e tradutora, em regime freelance, e professora de alemão, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Escreveu a sua tese de Doutoramento sobre censura e manipulação ideológica na legendagem de filmes estrangeiros durante o Estado Novo. É investigadora integrada no Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies (CETAPS), membro da European Association for Studies in Screen Translation (ESIST), da European Society for Translation Studies (EST) e da History and Translation Network (HTN). As suas áreas de investigação são tradução audiovisual, censura e multimodalidade. Desde 2024, é docente na área de Tradução, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova (FCSH), em Lisboa.
Sindicalização: Direito de quem trabalha
Rui Galveias
Descrição da sessão:
Esta sessão irá incidir sobre a importância da sindicalização para todos os trabalhadores independentemente da natureza dos seus vínculos laborais, estáveis ou não.
Biografia do orador:

Rui Galveias é guitarrista e compositor. É também produtor cultural, e gere um dos lugares de referência para a música independente e as artes do espetáculo da cidade: o espaço cultural BOTA (Anjos). Além disso, é dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, do Audiovisual e dos Músicos, CENA-STE.
Creativity in SDH: bridging the gap between captioners and Deaf and hard-of-hearing viewers with a user-centered approach Rachel Jones
Presentation description:
Everyone is talking about creative captioning, but how do we convey the intentions of the sound design without losing track of the viewer’s needs? What makes a caption meaningful and enjoyable for d/Deaf and hard-of-hearing viewers? And as captioners, what can we do to better understand our audiences? With a focus on word choice in non-speech sound descriptions and the user experience, we’ll explore how to strike a balance between creativity and accessibility.
Nota: sessão em inglês.
Speaker’s biography:

Rachel Jones is a freelance translator and subtitler working from French and German into English.She also volunteers at Subtle on the social media and events teams, and works as a subtitling tutor at the University of Leeds.
Tradução e legendagem em cinema: do lápis à IA
Sara David Lopes
Descrição da sessão:
Da moviola e dos rolos de celulóide, onde a entrada das legendas eram marcadas a lápis e as mesmas eram medidas com uma régua, às actuais ferramentas de inteligência artificial, a tradução e a legendagem cinematográficas passaram por uma vertiginosa revolução tecnológica. Nesta conversa proponho uma breve viagem pela evolução dos processos, das ferramentas e do papel do tradutor, reflectindo sobre os desafios e as oportunidades que a IA traz a uma profissão onde a linguagem, a cultura e o cinema continuam a encontrar-se.
Biografia da oradora:

Sara David Lopes nasceu em Lisboa a 4 de Fevereiro de 1965.
É licenciada em Antropologia pela Universidade Nova de Lisboa, mas desde sempre teve paixão por línguas. Traduziu o seu primeiro livro com 15 anos. Aprendeu algumas línguas em contexto escolar ou afim, as outras foi aprendendo sozinha ou com a vida. Trabalha com 5 línguas e quer ir aprender russo.
Em 1986 (mais ou menos) participou num projecto europeu com sede na Holanda, (Europa TV) como tradutora de filmes e na sequência dessa colaboração, passou a colaborar com a RTP na mesma área. À colaboração com a RTP juntou o trabalho para outros canais televisivos e para o cinema. Trabalha desde então nessa área e tem mais de 2500 filmes traduzidos, sem contar com as séries. Trabalho que considera muito gratificante e desafiante, sobretudo com as novas plataformas e o desenvolvimento técnico na área. Nos últimos anos, trabalha quase exclusivamente em cinema.
Em 2013, com três amigos, inspirados no festival Filmes Femmes Méditerranées, em Marselha, decidiram criar o projecto Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival, ao qual se tem dedicado desde então, a par das suas actividades profissionais. Entretanto, de mansinho, chegaram à 13ª edição.
O Festival veio consolidar várias das suas paixões: os filmes, as viagens, o contacto com o Outro e os outros.
Nos tempos livres, adora viajar e ler, gosta do mar, de passear, de conversar e trocar experiências. Tem duas filhas e duas gatas e considera-se uma pessoa feliz e realizada.
O ensino da Tradução Audiovisual e a sua relação com a prática
Miguel Figueiredo
Descrição da sessão:
O ensino da Tradução Audiovisual (TAV) está em acelerada renovação, e a FLUL aprovou nos últimos meses uma remodelação de todo o Curso de Tradução. Por um lado, é cada vez mais importante abordar-se a linguagem inclusiva do ponto de vista do género ou a acessibilidade (língua gestual, audiodescrição, legendagem para surdos); por outro, áreas disruptivas como a localização de videojogos ou a Inteligência artificial obrigam a repensar as prioridades no ensino da TAV.
Esta sessão propõe simular parcialmente uma aula em Tradução Audiovisual. Assim, iremos realizar exercícios práticos e lúdicos, sobretudo de legendagem e audiodescrição, de modo a conhecer como é feita a aprendizagem nestas áreas.
Biografia do orador:

Miguel Figueiredo é leitor e investigador na Ulisboa, bem como tradutor, desde 2011, para cinema, teatro, imprensa e coletivos artísticos emergentes, como a Associação Casa Albarraque ou a Orla Atelier e Galeria. Atualmente leciona na FLUL e colabora com o Departamento de Estudos Comparatistas, no grupo MOV. Corpos em Movimento: Circulações, Narrativas e Arquivos em Tradução. Antes disso, estudou e trabalhou em países como a Alemanha ou o Liechtenstein.
Jogos, Conversa e Bolo*: Tertúlia sobre Localização de Videojogos
José Fernandes, Raquel Espada e Sofia Espada
Descrição da sessão:
Quais são os elementos comuns à legendagem e à localização de videojogos? Que movimentos e iniciativas existem cá em Portugal e lá fora? Que tipos de impactos estão a advir da tradução automática e inteligência artificial?
Neste painel de discussão daremos espaço à participação, com questões e opiniões sobre estes e outros tópicos relacionados com a localização de videojogos.
*the cake is a lie
Biografias dos oradores:

José P. Fernandes
Tendo-se formado Mestre em Psicologia da Educação e do Desenvolvimento, um conjunto de circunstâncias decisivas levou-o a enveredar pelo caminho da tradução em 2014. Embora isso aparente uma mudança relativamente drástica, uma vida repleta de videojogos e desenhos animados levar ao trabalho na localização e legendagem revela, na realidade, um alinhamento dos domínios pessoal e profissional.
Jogos favoritos – Hotel Dusk: Room 215 e No More Heroes
Raquel Espada
Especializada em localização de videojogos, tradução e legendagem, com mais de 8 anos de experiência profissional. Possui licenciaturas em Psicologia e Línguas, Literaturas e Culturas, bem como um mestrado em Tradução. Para grande dor de cabeça dos orientadores, escolheu a localização de videojogos como tema para a sua tese, o que faz todo o sentido para alguém cuja memória favorita de infância é jogar DOOM no Windows 95.
Jogos favoritos – Yakuza 0 e Lost Records: Bloom & Rage


Sofia Espada
Mergulhada na legendagem por (muita sorte e) acaso, a desbravar os trilhos da localização de videojogos por amor à camisola, conta com 6 anos de experiência neste espantoso mundo da tradução e uns outros tantos nos mais variados trabalhos. Com uma paixão aparentemente infinita pela experimentação, tem formação em Jornalismo, Cinema, Comunicação Audiovisual, Tradução e Fotografia, com um pezinho nas Relações Internacionais, Sociologia e Ciências Políticas, e espera não se ficar por aqui. Entrega de bom grado os louros da sua fluência em inglês ao seu verão dos 12 anos passado a jogar Shenmue II (era isso ou japonês) e ainda se vai perdendo nos campos de batalha de Age of Empires, com a esperança de nunca chegar a levar-se demasiado a sério para continuar com os seus serões de jogos.
Jogos da vida – Shenmue e The Sims. Básico, reconhece, mas não há como negar que é simultaneamente o jogo e a desilusão da sua vida (Sims 4, she’s looking at you).
