Construir Pontes: Comemoração do 3.º Aniversário da ATAV

Neste aniversário de 3 anos da ATAV, decidimos dedicar-nos à construção de pontes nos vários ramos da TAV. Assim, iremos ter um dia repleto de conversas com diferentes associados e alguns outros convidados sobre a sua carreira, o seu ramo e a sua experiência, incluindo duas mesas redondas onde estarão presentes investigadores da TAV e as pessoas por detrás de algumas das maiores empresas de TAV portuguesas.

O evento será híbrido: presencialmente na NOVA FCSH, em Lisboa, e online, através do Zoom.

O evento é uma colaboração entre a ATAV, o CETAPS e o Departamento de Línguas, Culturas e Literaturas Modernas da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa.

Quando? Dia 2 de julho, das 9h às 18h

Onde? NOVA FCSH, Torre B, Auditório B2

Para quem? O evento é aberto a todos, associados e não associados

Quanto? A inscrição é gratuita, mas obrigatória

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O programa será divulgado em breve.



Sessões

Legendagem
A Relação Tradutor/Gestor de Projetos
com Paulo Fernando e Ângela Monteiro

Biografia

Paulo Fernando licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante Estudos Portugueses e Ingleses, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Frequentou uma pós-graduação em Tradução e uma formação em Legendagem e Tradução Audiovisual em 2003/2004. Colabora com algumas empresas de referência, tanto nacionais e internacionais, desempenhando funções de revisão e controlo de qualidade, além de tradução.
Dá agora os primeiros passos no uso da voz como ferramenta e na sua aplicação às várias vertentes da TAV.

Ângela Monteiro é formada em tradução pelo ISLA de Lisboa. Nos inícios de 2003 pela mão da Ana Paula Mota começou a trabalhar nas suas empresas, na Topázio, empresa que deu formação a muitos tradutores que ainda hoje trabalham no ramo, e na Solegendas, uma das primeiras empresas de tradução e legendagem de Portugal.
O seu percurso por estas duas empresas durou até 2008, ano em que esteve para sair do ramo, contudo acabou por surgir a oportunidade de trabalhar ao lado da Mafalda Eliseu na Moviola, onde continua a trabalhar até aos dias de hoje.
A primeira vez que teve contacto com o mundo do audiovisual e legendagem pareceu-lhe um bicho de sete cabeças, pensou “Isto não é para mim, eu cá só quero traduzir”. E quase 20 anos depois, continua a adorar o que faz apesar de todos os desafios que esta profissão nos impõe.

Dobragem
Tradutores e Atores à Conversa
com Edite Raposo e Leonor Rolla

Edite Raposo estudou Línguas e Literatura Modernas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, variante de Inglês/Alemão. Bibliotecária falhada, fez uma breve passagem pelo ensino antes de entrar para o mundo da tradução audiovisual, em 2002. Foi por lá que se deixou ficar até hoje. Depois de trabalhar como interna na Traduvárius, tornou-se tradutora independente a tempo inteiro em 2006. Nestes 20 anos de experiência, nada lhe enche mais as medidas que o mundo encantado dos desenhos animados, sendo que nunca vira costas a um bom desafio musical. Nos últimos seis anos, é o que tem feito quase exclusivamente para os canais nacionais, plataformas de streaming e cinema. É membro da ATAV desde 2020.

Leonor Rolla é licenciada em Teatro Musical pela University of Arts London e mestre em canto pela ESMAE. Conta com muitos créditos como dobradora, incluindo trabalhos como Pokémon e Thomas & Friends para diversas entidades, como Netflix, Nickelodeon, RTP, Canal Panda, Cartoon Network, Play Station, entre outros.
Em 2020 concluiu o mestrado em tradução e serviços linguísticos na FLUP, tendo, desde então, conjugado a carreira de atriz (no musical Chicago, por exemplo) com a carreira de tradutora de audiovisuais (legendagens para a Netflix/Sintagma e tradução para dobragem da última temporada da série The Worst Witch da Netflix).

Audiodescrição
O Audiodescritor e o Público-Alvo
com Sandra Santiago e Luís Filipe Cunha

Biografia

Sandra Santiago é professora do Ensino Superior, tradutora/audiodescritora e formadora. Licenciada em Línguas, Literaturas e Culturas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Mestre em Tradução e Serviços pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto; e Doutora em Tradução e Paratradução pela Facultade de Filoloxía e Tradución da Universidade de Vigo, com a tese de doutoramento “A audiodescrição como ferramenta de acessibilidade em contexto de teatro em Portugal”. Tem formação especializada em audiodescrição e faz parte da equipa de audiodescrição da investigadora/audiodescritora Eliana Franco. É docente no Instituto Politécnico da Maia (IPMAIA) e investigadora do N2i – Núcleo de Investigação do IPMAIA.

Luís Filipe Cunha licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, Variante de Estudos Portugueses, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1994. Na referida faculdade, concluiu, em 1998, o Mestrado em Linguística Portuguesa Descritiva e, em 2004, o doutoramento em Linguística, com a dissertação Semântica das Predicações Estativas: para uma Caracterização Aspectual dos Estados.
É membro integrado do Centro de Linguística da Universidade do Porto desde 1997. Desenvolve a sua investigação na área da semântica, com especial ênfase em questões de tempo e de aspeto, tendo publicado um livro e diversos capítulos em livros, artigos em revistas nacionais e internacionais e artigos em atas. Para além disso, apresentou várias comunicações orais em encontros, conferências e congressos, tanto em Portugal como no estrangeiro (Espanha, França, Holanda e Brasil).
Desde maio de 2019 é investigador equiparado a investigador auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde também leciona seminários de Semântica no âmbito do Mestrado em Linguística e coorienta uma aluna de doutoramento. Integra a comissão científica de diversas revistas nacionais, bem como dos Encontros Nacionais da Associação Portuguesa de Linguística, tendo igualmente colaborado, como avaliador, em diferentes publicações periódicas nacionais e internacionais.

Mesa Redonda: Indústria
com Helena Cotovio, Jorge Paupério, Rosário Valadas Vieira e Susana Bénard

Biografia

Helena Cotovio é tradutora, legendadora e revisora. Tem uma licenciatura em Tradução/Interpretação (2008) e uma especialização em Comunicação Acessível (2014). Trabalha como freelancer desde 2007. Após uma passagem pela Cartoon Network, como Coordenadora de Materiais Localizados e Dobrados, decidiu dar um passo em frente e criar a sua própria empresa de tradução, conhecida como Wordzilla. Mais tarde, criou também a plataforma Wizzilla, dedicada à formação na área da tradução de audiovisuais. Desde então, tem colaborado com os maiores canais, distribuidoras e plataformas de streaming do setor.

Jorge Paupério é ator, diretor de dobragem, gestor e compositor. Realizou um curso de atores e animadores culturais do antigo centro Cultural de Évora, atual CENDREV, dirigido pelo Mário Barradas e Luís Varela, com professores como Fernando Mora Ramos, Avelino Bento, Clara Joana e Cristhine Zurback. Desde 1988 que dirige regularmente dobragens para cinema, televisão e todas as plataformas a operar no mercado. Fundou a Somnorte SA em 1991, estúdio vocacionado para dobragens que opera desde essa data até aos dias de hoje.

Rosário Valadas Vieira é tradutora desde 1984, revisora desde 1993 e formadora desde 1997. Licenciou-se em Estudos Portugueses e Ingleses em 1983 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É conferencista em Seminários e formadora em várias Faculdades, incluindo no Mestrado em Tradução na FLUL – Seminário de TAV.
É directora-geral da Sintagma Traduções Lda. desde 1993, empresa maioritariamente ligada aos audiovisuais, à RTP, entre outros canais, a nível nacional e internacional, efetuando tradução e legendagem de filmes e séries, tradução literária, técnica, interpretação, locução, pós-produção áudio e formação em legendagem, dobragem e audiodescrição.

Com uma educação bilingue e formada em Direito, Susana Bénard iniciou a carreira como tradutora independente em 1995 e, apenas um ano depois, foi convidada a integrar a equipa de tradutores de informação na SIC, função que mantém até aos dias de hoje. Tradutora com experiência na área audiovisual há mais de 25 anos, assumiu há dez o departamento de gestão de projetos da sua própria empresa de tradução, a Spell Translation Solutions, Lda. – uma empresa sui generis formada por 11 sócios, todos eles tradutores – onde exerce também as funções de tradutora e revisora.

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